Adeus a um gênio da imagem: Sebastião Salgado morre aos 81 anos e deixa legado imortal na fotografia e na defesa do planeta
- Isaque Pers
- 23 de mai.
- 2 min de leitura
O mundo se despede nesta sexta-feira (23) de um dos maiores fotógrafos documentais da história: Sebastião Salgado, que morreu aos 81 anos, em Paris. Vítima de uma leucemia desenvolvida após contrair malária na Indonésia em 2010, o artista mineiro deixa uma obra poderosa que transcende a fotografia e ecoa em causas sociais e ambientais pelo mundo.
Nascido em Aimorés (MG), em 1944, Salgado formou-se economista, mas encontrou sua verdadeira missão ao registrar, com sensibilidade única, a vida dos trabalhadores, dos migrantes e da natureza intocada. Sua lente em preto e branco revelou injustiças profundas, mas também a beleza e a força da humanidade.
Entre seus projetos mais impactantes estão Trabalhadores, Êxodos, Gênesis e Amazônia.


Cada obra é um testemunho visual que combina rigor artístico e engajamento político. Suas imagens foram publicadas nos principais jornais e revistas do mundo, e exibidas em museus e galerias internacionais.
Mais do que fotógrafo, Salgado foi também ambientalista. Ao lado de sua esposa, Lélia Wanick Salgado, fundou o Instituto Terra, responsável pela recuperação de milhares de hectares da Mata Atlântica, promovendo reflorestamento, educação ambiental e sustentabilidade na região do Vale do Rio Doce.
Reconhecido globalmente, recebeu prêmios como o Príncipe de Astúrias das Artes, o Eugene Smith de Fotografia Humanitária e foi membro da Academia de Belas-Artes de Paris. Em 2021, foi homenageado com uma exposição mundial sobre a Amazônia, que percorreu capitais da Europa e das Américas.
Sebastião Salgado não foi apenas um cronista visual — foi um defensor da dignidade humana e da natureza em estado puro. Seu legado permanece vivo em cada imagem, em cada árvore replantada e em cada olhar transformado por sua arte.







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