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Bilhões na Educação, Salários em Baixa: Quem Está Enriquecendo Enquanto os Professores Lutam para Sobreviver

  • Foto do escritor: Isaque Pers
    Isaque Pers
  • 11 de abr.
  • 2 min de leitura

Enquanto educadores de todo o Brasil enfrentam jornadas exaustivas, baixos salários e desvalorização social, cresce silenciosamente um mercado bilionário que lucra com a educação pública — e não inclui os professores. Organizações privadas, fundações empresariais e ONGs têm assumido cada vez mais espaço nas decisões estratégicas do setor, influenciando políticas educacionais e abocanhando recursos públicos.


Um dos exemplos mais emblemáticos é a MegaEdu, organização financiada pelo bilionário Jorge Paulo Lemann. A ONG firmou um acordo com o Ministério da Educação para atuar na área de conectividade escolar. A CEO da MegaEdu, Cristieni de Castilhos, ex-integrante da Fundação Lemann, foi nomeada para o conselho gestor do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), responsável por administrar R$ 2,74 bilhões para projetos de internet em escolas públicas.


Apesar da responsabilidade bilionária, a MegaEdu — assim como outras entidades como o Todos Pela Educação, Fundação Lemann e o Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (CEIPE) — é comandada por profissionais que, em sua maioria, nunca pisaram em uma sala de aula como docentes da educação básica. Mesmo assim, influenciam fortemente os rumos da política educacional brasileira, muitas vezes sem ouvir quem está na ponta do sistema: os professores.


Segundo o Instituto Conhecimento Liberta (ICL), essa desconexão entre as decisões e a realidade escolar tem consequências graves. “Políticas públicas desenhadas por quem nunca foi professor contribuem para a precarização do ensino, afastando ainda mais bons profissionais da sala de aula”, aponta o artigo publicado nesta semana pelo ICL Notícias.


Enquanto isso, docentes continuam lutando por reajustes salariais, melhores condições de trabalho e por serem ouvidos nas decisões que impactam diretamente seu cotidiano. A sensação de abandono e impotência é crescente, sobretudo diante de um cenário em que verbas públicas são transferidas para projetos com pouca transparência e resultados duvidosos.



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